É o seguinte... tá bem?

Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

De repente, não mais que de repente

eu embarquei no túnel do tempo em pleno almoço de segunda-feira!

Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ô... Mengão do meu coração!



- Então, tá certo, a gente sai de São Paulo lá pelas 3 da manhã de sexta pra sábado pra chegar no Rio com dia claro e não pegar a Linha Amarela de madrugada.

E foi assim que na quinta à noite eu e o padrinho da Bela combinamos de passar o fim-de-semana no Rio de Janeiro. Flamenguista roxo, ele queria estar no Maracanã para ver o Flamengo ser campeão do Brasileiro depois de 17 anos. Único hexacampeão brasileiro de futebol, maior torcida do Brasil e tudo mais que os torcedores gostam de alegar.

Como todos sabem, eu não sou flamenguista, e tenho especial preferência pelo São Paulo, mas não dava pra ir pro Rio neste fim de semana e não se envolver no clima dos torcedores. A cidade simplesmente pautou seu calendário do final de semana pelo jogo. Era um tal de antes do jogo, durante o jogo, depois do jogo, por causa do jogo, além do jogo, veio pro jogo... No hotel onde fiquei, enorme, tomado por flamenguistas de outras cidades, só sei via um desfile de camisetas do time, de todos os tipos e modelos.

A viagem de ida foi meio sacrificada na classe econômica de um Vectra, leia-se banco de trás. Como os dois meninos têm quase 1,90m cada um, e um deles era o motorista, o outro foi no banco da frente, porque seria impossível acomodar aquelas pernas compridas ali no meião. Além do mais, como os pais dele moram no Rio de Janeiro, ele pega a Dutra pelo menos duas vezes por mês, então sabe exatamente em que curva da estrada tem um radar.

Nos vingamos em grande estilo, como só nós mulheres sabemos fazer, perturbando no último:
- falta muito pra gente chegar?
- quanto tempo?
- ah se falta mais de meia hora, dá pra parar no posto?
- esse não que o banheiro deve ser ruim.
- dá pra parar pra comprar água?
- preciso ir ao banheiro de novo (depois de tomar a água)
- preciso esticar o joelho, que tá doendo e não tenho pra onde.
- ah que vontade de tomar um banho!
- pode ligar o ar?
- o ar tá muito forte, tá frio, diminui aí!
- tá meio abafado, vou abrir a janela.
- a gente vai almoçar onde?
- diminui um pouco o som, por favor?
- ah! adoro essa música, aumenta!!!
- nossa, essa música não termina nunca?

Chegamos na cidade debaixo de chuva e um trânsito infernal, com direito a mais uma paradinha no Habib's da Baixada Fluminense para um xixi, porque o trânsito bla bla bla. Almoçamos uma paella de camarão, no fundo do mercado de peixes da Barra, simplesmente sensacional! Sentamos na beira da praia para bater papo, mesmo com chuvinha fina caindo, encontramos com uma amiga que não víamos há tempos. Saímos à noite e voltamos para o hotel só às cinco da manhã, com direito a fofoca até às seis.

Acordamos às oito pra ver se tinha sol, fomos para a praia e lá ficamos, enquanto os meninos, devidamente paramentados com camisetas e bandeirão, se bandearam para o estádio junto com mais cem mil neguinhos.

Pra nossa sorte, o Flamengo ganhou, porque aturar o mau humor dos flamenguistas na volta, cansados e putos da vida com o time, não seria fácil. Voltamos pra casa durante a madrugada de domingo pra segunda e chegamos todos cansados e felizes, fazendo planos de ir de novo.


Ah, o que a foto tem a ver com o assunto? É que sábado, no bar com pista de dança onde fomos, passava Tiesto todo o tempo no telão. Vai me dizer que ele, ainda por cima, precisava ser o melhor DJ do mundo??? Nada, bastava ficar ali, fingindo que toca, só pra enfeitar, que já estaria mais que bom!

Sábado, Dezembro 05, 2009

Eu, como toda mulher...


...também adoro bolsas!

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Vó sofre...

Com essa chuvarada toda que vem caindo em São Paulo todas as tarde, a Sabiazinha se incha toda, para ficar do maior tamanho possível, ouriça as penas e se aboleta no ninho, para proteger os três filhotinhos.

E eu fico daqui da minha mesa morrendo de dó da bichinha sem nem uma coberturazinha no ninho para protegê-la dos grossos pingos de chuva e do vento frio.

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Com um pé lá, outro cá

O Daniel agora tem um outro blog e lá ele mencionou que viu uma matéria em um portal cujo título era Gangue de Gordas ataca em Minas Gerais.

Como pertencente à classe, nem sei que gangue era e o que atacavam, mas se há uma classe desunida, esta é a dos gordos. Já mencionei o assunto aqui, e penso que o motivo seja uma certa vergonha de ser gordo, uma vez que ser gordo seria uma opção e não uma predestinação como ser negro, e que portanto a culpa por ser gordo é do próprio gordo, e por causa disso ele não teria direito de brigar por poltronas mais largas, para entrar no ônibus sem passar pela roleta e outras coisas que facilitariam a vida.

Eu ainda não cheguei a esse ponto e caibo bem numa poltrona diminuta de avião - classe econômica - e não preciso pedir o expansor do cinto de segurança - e ainda compro minhas roupas em lojas cujos tamanhos são normais - exclua dessa categoria as lojas onde o tamanho 44 equivale ao 36 por favor.

O mercado, porém, desconhece por completo a categoria a qual pertenço, a que fica no limbo, a que é gorda mas não o suficiente para se encaixar no mercado destinado aos gordos. Se eu entrar em uma loja de tamanhos grandes, as roupas não me servem, mas nas lojas que não são de tamanho grande, sempre fica um senão aqui e ali o que acaba limitando as opções. E isso porque meu corpo é proporcional e genuinamente brasileiro, fico imaginando quem tem corpo largo e pernas mais finas, deve ser imensamente mais complicado. Vai achar uma saia que sirva direito nos quadris, uma calça que não massacre as coxas grossas, um sutiã bonito que acomode a comissão de frente confortavelmente mas que tenha laterais nem tão largas como o sutiã da avó, nem tão finas para que não pareçamos um provolone.

Sempre tive costas proporcionalmente mais estreitas do que deveria para o tamanho dos meus seios, e o sutiã costuma abotoar no primeiro ganchinho. Acontece que eles são muito juntos, então isso faz com que sobre sutiã para as laterais e falte no meio. Se eu for comprar um sutiã maior, forma-se um papo e o fecho fica frouxo.
Devo dizer que este problema já foi pior antes do advento da moda do silicone. Com tanta gente virando peituda da noite para o dia, lançaram uns sutiãs mais adequados, umas regatas que efetivamente cabem os seios dentro, algumas até com reforço de sustentação que dá pra dispensar o sutiã, e uns biquinis cuja parte de cima cabem os fofos sem que a parte de baixo pareça um fraldão geriátrico.

Mesmo quando emagreço, as coxas continuam grossas, bumbum continua firmão sem arredar pé, peitos idem, então, o problema continua.

Minha esperança agora são as popozudas e rainhas de bateria. Da mesma forma que a moda do silicone fez com que a indústria da parte de cima se mobilizasse, estou apostando que a moda das coxas bombadas e das bundas com metro e meio fará com que a indústria da parte de baixo faça calças que acomodem bem bumbuns e coxas de pessoas como eu, que vivem nesse verdadeiro purgatório estético.

SE eu fiz alguma coisa que a magoou...

A atriz Mayara Magri, viúva do diretor Herval Rossano (1935-2007), declarou no quadro O Que Eu Nunca Disse pra Você, do programa da Márcia, na Band, que conheceu Rossano ainda jovem, quando ele era casado com a atriz Nívea Maria.
Ela disse que ficou apaixonada pelo diretor e que perdeu a virgindade com ele.
- Minha paixão pelo Herval começou quando eu tinha 22 anos e ele foi o meu primeiro homem.
Mesmo admitindo que teve um caso com o então marido de Nívea Maria, Mayara pede perdão à colega de profissão:
- Se eu fiz alguma coisa que a magoou, quero que ela me perdoe.
Nívea e Rossano ficaram casados por 27 anos e se separaram em 2002. Em 2005, ele se casou com Mayara.


O fato ali em cima é de conhecimento público, que o Herval Rossano deixou a Moreninh... ops, Nivea Maria, para ficar com a Mayara Magri. Até aí, necas, fato corriqueiro.

Fui fazer as contas. Levando em consideração que a Mayara Magri já ultrapassou fácil os 45 anos, e que ela perdeu a virgindade com Herval Rossano aos 22, isso deve ter sido lá pelos meados dos anos 80. Como o Herval Rossano se separou da Nívea Maria em 2002 para ficar com ela, vão-se aí bons 20 anos quase, de caso com o cara casado.

Olha, cada um faz o que bem entende da própria vida, e algumas pessoas interpretam que ela não tinha nada a ver com o casamento deles, que o único que tinha compromisso ali era ele etc. Respeito esse ponto de vista apesar de discordar dele. Mas vir pedir perdão pra outra depois de ter rolado com o marido dela a vida toda? Isso parece aqueles pedidos de perdão de criminoso que é pego pela polícia e chora lágrimas de crocodilo dizendo que se arrependeu do que fez.

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Day off

Hoje estou em casa, de molho, fazendo a preparação para um exame que só acontecerá às cinco da tarde. Aí vocês já estão pensando: ah, que delícia, como eu queria! que é justamente o que eu penso quando sei de alguém que tirou o dia de folga.

Mas sem querer ser a tiavéia reclamona que nunca tá feliz com nada, é bom tirar o dia de folga quando se pode fazer efetivamente alguma coisa com o seu dia, a não ser ter de interromper o que está fazendo para fechar os olhos e esperar o enjoo passar, visitar a casinha de 15 em 15 minutos, e lidar com a fome negra que vai durar até às cinco da tarde e são apenas 10 da manhã. Copiei uns arquivos para fazer uns cálculos aqui em casa, coisa que não consigo fazer lá na confecção porque me interrompem a todo instante, mas quem disse que dá pra se concentrar? Fora o dramin que mandam tomar e que dá um sono terrível.

A preparação começou ontem pela manhã, com um medicamento que eu achei que nem tinha feito o efeito todo que eu imaginava. Tomei a segunda dose recomendada à tarde, e nesse instante eu descobri o que era aquele remédio fazendo efeito, Deus do Céu! Vim pra casa implorando que não tivesse trânsito, porque tudo o que eu queria na vida era meu quarto, minha cama e chorando porque queria minha mãe. É, confesso, vim no carro chorando feito uma criança e desejando que minha mãe não morasse a mil quilômetros de mim.

Perdi novamente a inspeção veicular porque não havia a menor condição de me deslocar da minha cama para outro local que fosse mais longe do que a cozinha pra tomar água, já que comer estava fora de cogitação. Já tinha perdido a data por puro esquecimento, agora perdi de novo, se meu carro estivesse um bagaço eu até entenderia como fuga, mas ele tá redondinho, novinho, funcionando superbem, então, lá vamos nós marcar nova data e torcer para não ser parada em uma blitz antes.

Bem, chega de reclamar, né? Tá no inferno, abraça o capeta. Resolvi que vou me pendurar nos canais de TV o dia inteiro e assistir a um monte de filmes, episódios de séries e tudo mais que vier.

Pego o controle remoto e começo a procurar algo para ver, tô que mudo o canal e necas. Não tem nada de bom passando no momento, nem sei de onde tiram tanta porcaria.

Já estou reclamando de novo, melhor parar por aqui!

Discutir a relação

Eu não acredito em DR (discutir a relação). Acho contraproducente, e não creio na possibilidade de você falar um monte para o seu parceiro e querer que ele não se sinta ofendido ou mesmo atacado, e mais ainda, que ele seja capaz de dialogar contigo no nível esperado e que tenha respostas ou argumentos para o que acabou de ouvir, sendo que muitas vezes você levou dias ou semanas para elaborar o discurso de maneira que você julga adequada. Para não mencionar o fato de que nós, mulheres, somos treinadas a conversar sobre nossos sentimentos por toda a nossa vida, a externá-los, fazemos isso todo o tempo com a família e os amigos, ao passo que os homens só recentemente foram alforriados para isso e por mera questão de personalidade costumam extravasar os sentimentos jogando um futebol com os amigos do que falando exaustivamente sobre eles, como nós.

Acredito, sim, em viver a relação e investir na melhora dela, se acha que ela não está boa, em mimos, carinhos, amor e compreensão. Acredito em demonstrar amor para receber amor, em dar atenção para receber atenção, em dar carinho para receber carinho. Acredito em dizer para o outro como se sente, da forma mais clara que você puder, sem a cobrança de uma resposta imediata. Afinal de contas, se você mesma levou algum tempo para definir quais eram seus sentimentos sobre o relacionamento ou sobre algum fato ocorrido, e mais um tanto para elaborar o discurso, como pode desejar que ele tenha uma opinião formada sobre o que você acabou de falar, em alguns minutos?

Se você disse para o outro como se sente, se apontou o que a magoa, o que a chateia, o que a irrita, enfim, aquilo que está fazendo com que sua relação com ele fique pior, e ainda assim ele não reage da maneira desejada, a coisa muda de padrão. Esperamos sempre que ele responda da maneira que mais nos agrade, mas nem sempre é assim, e muitas vezes dizemos que ele não reagiu, mas esquecemos de que a aparente não-reação é uma forma eloquente de resposta que costumamos convenientemente desprezar: ou ele não pode, ou ele não quer - ele pode achar que você está completamente errada, não pode? - fazer diferente, o que, no fim, dá no mesmo para você.

Aí, se o mundo fosse perfeito e correto e regido pelas teorias e não pelas práticas humanas, restariam duas opções: ficar e aceitar o que ele te oferece com a convicção de que o que temos para o momento é suficiente para você e que se é assim que vai ser, você vai aproveitar o que ele tem de bom e ser bem feliz com aquele cara que não te liga tanto quanto você gostaria, ou que morre de medo de se comprometer, ou que é um eterno menino e você é que terá de tomar as decisões importantes da vida a dois, ou que volta e meia se perde por um rabo de saia, ou ou ou, complete a frase com o ou que te incomoda. A outra opção deste mundo sensacional é ir embora, fechar a porta atrás de si e buscar alguém que te traga algo o mais parecido possivel com o que você deseja e não pensar mais no assunto.

Mas como este mundo perfeito, correto e regido pelas teorias não existe, nós ficamos sem saber o que é o melhor a fazer: vai-se embora e volta-se várias vezes, na esperança de que ele, desta vez, faça de outro modo; fica-se, e lamenta todos os dias a situação em que se encontra; fica-se e sufoca os próprios desejos para não ser tachada de uma chata; vai-se embora para não mais voltar, mas deixa o coração, de maneira que não consegue se ligar a outrem; fica-se e briga todos os dias por conta dos mesmos detalhes, dos mesmos senões, dos mesmos problemas.

Ou tenta, por meio de intermináveis e torturantes DRs, fazer com que a vida fique um pouco melhor, voltando assim ao ponto de onde partiu.

Vida macha*


Uma das coisas que gosto de fazer em meus momentos de ócio, cada vez mais raros desde que me tornei uma fazendeira facebookiana e vivo tirando leite de vaca, colhendo ovos de galinha, acariciando gatos e adotando perus e renas perdidos, é ler os blogs que existem por aí, além da lista dos linkados aí do lado.

Alguns são fraquíssimos e não valem uma visita de volta, outros são até interessantes sob alguns aspectos, mas não cativantes. Muito comum é encontrar blogs - sempre femininos - no qual a autora é a fodona do pedaço, a que nunca leva desaforo pra casa, a que sempre tem uma resposta para tudo, a que nunca é passada pra trás, enfim, uma chata que se acha Clarice Lispector porque tem um blog. Não, eu não falo de uma pessoa em especial e nem estou devolvendo insulto de alguém, nada disso, até porque não existe somente uma autora de blog com este perfil, e sim várias, um fenômeno. Estou, portanto, identificando um perfil. Adoraria saber como elas efetivamente são na vida real.

Também não gosto muito de blogs literários demais, cheios de citações de autores aqui e ali, frases rebuscadas com a construção do Português invertida, uma coisa tipo Hino Nacional. Poupe-me do pseudo-intelectualismo de boteco em pleno blog. Não que eu não goste de blogs que me façam pensar, mas já repararam que os que conseguem te envolver a esse ponto, de te fazer pensar no assunto, normalmente são simples e diretos?

Os que mais me agradam são os blogs sobre relacionamentos, pessoas, homens, mulheres. Até porque esse é um assunto recorrente nas rodinhas femininas. Sem desmerecer a minha classe, quando o autor é homem, então, o blog costuma ser bem mais interessante, pelo simples fato de que é um visão de mundo diferente da minha, uma abordagem de relacionamentos diferente da que eu teria, mais ou menos como aquela piadinha em que o pensamento da mulher tem 25 linhas de email e o do cara tem somente 2. Homens são mais simples e diretos do que nós, que rodeamos, rodeamos, rodeamos.

Mesmo assim, encontro por aí uns blogs de uns caras que se acham exímios conhecedores da alma feminina e da mecânica dos relacionamentos, que rotulam as mulheres, os homens, as relações, tudo enfim, sob a curta ótica da sua própria observação, como se o mundo só existisse a partir do que eles pensam. No começo dá até pra enganar e achar que o blog é legal, mas não demora muito e o autor se mostra dono de um pensamento tão raso que os posts acabam se tornando repetitivos.

Não vou mencionar aqui os blogs masculinos ruins, porque seria enorme indelicadeza da minha parte, e além do mais, eu sou partidária do pensamento de que cada um escreve sobre o que desejar em seu próprio blog, e se eu discordo, simplesmente paro de lê-lo. Além disso, tem muita gente que gosta desses blogs, então eles obviamente têm seus méritos.

Dos blogs masculinos que já li, gosto muito de dois: o do Gravataí Merengue e o do Gustavo. No primeiro, gosto demais do estilo escrachado e largadão dos posts das séries Gravata Responde, no qual ele responde emails de leitoras, e é cada história tão absurda, tão rebuscada, como somente as histórias femininas conseguem ser, cheias de elocubrações, e também dos posts da série Desgraças da Vida Macha (*já deu pra ver de onde tirei o título deste post foi um empréstimo compulsório), basicamente as roubadas nas quais os homens se metem para nos conquistar.

Já no do Gustavo, gosto da sensibilidade com que ele aborda os assuntos relativos a sexo e relacionamento, os temas variados, o apreço genuíno que ele tem pelas mulheres - porque uma coisa é se sentir sexualmente atraído por nós mulheres, e outra completamente diferente é se sentir sexualmente atraído e também gostar de nós e do nosso jeito rebuscado de ser. É uma abordagem totalmente diferente da do blog do Gravataí. O do Gravata eu já leio há algum tempinho, o do Gustavo eu descobri tem sei lá, uns dez dias, e venho lendo os posts antigos desde então.

Nada disso fará com que homens e mulheres passem a se entender, e acho que isso faz parte da graça, mas rende umas gargalhadas boas, tópicos a serem observados sob um outro prisma e, claro, assunto para este comprido post!

Domingo, Novembro 29, 2009

Amor nos tempos do ócio


Eu estava à toa na vida e meu amor não me chamou pra ver a banda passar cantando coisas de amor. Aí, para passar o tempo, nada como bater um bolo de chocolate e usar as forminhas de coração que comprei em Santo Amaro - onde tem de tudo nesta vida, até aquelas cestas de piquinique com tampa que abrem dos dois lados, sabe? sou louca por uma dessas, pra que não sei.

Ia cobrir com chocolate hidrogenado, aquele que fica durinho, cobrindo pão-de-mel (comprado onde? acertou!), mas Bela prefere sem nada e eu também gosto dele assim purinho, além dos meu quadris agradecerem a deferência.

Ótima coisa para ficar pronta meia-noite e meia de um sábado regado a Telecine!

Amor nos tempos do cólera

O marido da mulher amada morre, e no mesmo instante em que sabe do ocorrido, ele vai ligeiro até a casa dela para dizer que esperara 51 anos, nove meses e quatro dias para dizer-lhe que a ama.
Senso de oportunidade é tudo nesta vida!

Tempos românticos, esses antigos. Depois de gramar por vários e vários dias, finalmente o cara - outro - consegue que a mocinha lhe dê permissão para falar com o pai dela para que ele possa namorá-la. As viagens daqui ali duravam semanas, a contagem do tempo era outra, as expectativas eram diferentes.

Não é um julgamento de valor, nem uma comparação,somente uma constatação.




Depois de 2h de Nicolas Cage, nada como mais 2, agora com Javier Bardem. Sabadão!

Sábado, Novembro 28, 2009

Cindy mode on

Sábado de intensa preguiça. Eu e Cindy. Pra não dizer que nem saí de casa, fui a pé até o salão de beleza pra fazer as unhas.

Planejei ir até o novo shopping da Vila Olímpia, mas enrolei, enrolei, e quando vi já era meio tarde pra ir. Também pensei em ir ao supermercado, pois amanhã irei a um churrasco para o qual prometi levar uma farofa e preciso dos ingredientes, mas quem disse? Vou amanhã de manhã.

Até Bela, sempre cheia de atividades e eventos, ficou por aqui: a amiga veio pra cá ontem à noite, pediram pizza, hoje foram ao salão de beleza, um cineminha e volta pra casa. Desistiu da festinha que tinha de noite porque tinha muita coisa pra estudar e fazendo as contas do tempo que levaria para se arrumar + tempo da festa + acordar tarde no dia seguinte, não daria tempo de terminar tudo.

Com isso, cá estou eu assistindo pela milésima vez ao filme Um Homem de Família, com o Nicolas Cage. Ô homem charmoso!!! - a despeito dos últimos filmes que ele tem feito, que foram uma bomba. Adoro este filme e o assisto todas as vezes em que ele passa na TV - e não em DVD, porque, não sei o motivo, eu quase nunca tomo a iniciativa de colocar um filme pra ver no DVD, há de ter uma explicação científico-psicológica para isso.

Viver a vida

E a criancinha inconveniente da novela faz uma redação:

"eu quero conhecer a Argentina, um lugar cheio de gente legal..."

ãhn?





exceção feita aos meus amigos argentinos, porque eles são mesmo muito legais!